Archive for the ‘Mata Atlântica’ Category

Fotos: Bio-Engenharia complexa!

19 de abril de 2016

Foto 1:  A engenharia da teia de uma aranha com uns 10cm (contando a extensão das patas). Fotografia por André M. Amado


Foto 2: Inserção da teia na folha do Pau-brasil. Fotografia por André M. Amado

 

O Rio continuo na Mata Atlântica

30 de dezembro de 2015

Em 1980, Vannote e colaboradores publicaram um artigo intitulado “The River continuum concept” (Traduzindo: O conceito do rio continuo). Nesse artigo os autores propuseram um modelo teórico que define que a composição de organismos (hábito é função trófica) bem como o metabolismo do rio (funcionamento do rio) é determinado pelas características físicas locais.

Próximos às nascentes (rios de baixa ordem; de 1a a 3a ordem) os rios são pequenos e se encaixam debaixo das árvores, de onde recebem os principais alimentos para seus organismos (decompositores, fragmentadores, adaptados ás correntezas, etc). No trecho médio (4a a 6a ordem) os rios tem leito mais largo, recebem mais luz solar e, por isso, os organismos do fitoplâncton e macrófitas aquáticas (plantas aquáticas) dão conta da produção de alimentos pela fotossintese. Na parte final (7a ordem em diante) os rios dependem bastante da interação com o fundo (sedimento) e se “nutrem” muito do que é trazido pelo próprio rio (como um sistema continuo, como diz o nome do conceito).

 

Foto riacho do Parque Imperial. Foto por André M. Amado

Esse modelo não contempla alguns tipos de rios, como aqueles em planícies de inundação (rios amazônicos, planície do Pantanal, entre outros). Para esses, o modelo de “pulso de inundação” é mais adequado (descrito no artigo por Junk e colaboradores 1989; link de interesse).

Hoje tirei fotos (acima e abaixo) em um rio de baixa ordem na Mata Atlântica (litoral de São Paulo). Nelas é possível identificar algumas características que sugerem que esse rio (e possivelmente os rios dessa região) se encaixe no modelo do rio continuo: pequena largura, rápida correnteza com pedras e relevo acidentado, alto sombreamento pela vegetação terrestre, presença de folhas e galhos no percurso do rio (alimento e/ou substrato para os organismos aquáticos). Por fim, a foto não comprova, mas afirmo: a água estava bem fresca e os mosquitos bastante ativos.

 

Detalhe de folhas e galhos sobre o rio. Foto por André M. Amado

 

Texto e fotos por: André M. Amado

Em tempos de Natal…

26 de dezembro de 2015

Iniciando a série: Curtas de Férias

Ontem foi o dia do Natal, quando a comunidade cristã comemora o dia do nascimento de Jesus. Me lembrei de uma passagem da sua vida quando caminhou sobre as águas.


Foto: André M. Amado

Num riacho da Mata Atlântica no litoral de São Paulo fotografei um organismo do Neuston, grupo de organismos (alguns peixes, insetos e aracnídeos) que fazem a mesma coisa, sem usar milagres. Eles usam o “poder” da tensão superficial da água para viver na superfície da água. 

Autor: André M. Amado

Referencia: livro Fundamentos de Limnologia 3a ed. Esteves, F. A. 2011. Interciencia.

Nota: os posts da série Curtas de Férias são escritos no celular. Possíveis erros serão editados o quanto antes.